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notícias do filme

A pedido do Carlos Mario, co-diretor do filme, aqui vão algumas informações sobre o andamento da produção do documentário "Fumo, logo insisto!". No momento, estamos gravando as primeiras entrevistas. A próxima que faremos será com Marcelo (nome fictício). Marcelo foi escolhido por uma razão especial. Dentro do nosso círculo de amigos, ele sempre foi o "grande fumante". Cursamos a faculdade juntos. Marcelo era uns 10 anos mais velho do que todos, mas era uma grande figura. Era também um fumante inveterado: começara a fumar lá pelos 15, 16 anos e não parara mais. Nem mesmo a doença de seu pai - fumante também - que fizera-lhe perder um pulmão inteiro, fora capaz de o afastar do vício. No final da faculdade fizemos uma viagem de férias: eu, Marcelo e o Carlos Mario. Fui sentado ao seu lado, no ônibus, do Rio até Natal: 46 horas de viagem, cigarros e mais cigarros. Lembro-me de um detalhe em especial, que nos incomodou: Marcelo gostava de fumar durante o banho, fazendo a saboneteira de cinzeiro. Deixava a maior sujeira no chuveiro. Ao final da viagem, uma briga: voltávamos da balada, de madrugada, cansados e com sono. Ao volante do Uno alugado, ia eu. Subitamente, Marcelo se viu sem cigarros. Pediu-me que parasse o carro em algum lugar da estrada, para que comprasse cigarros. Me recusei. Marcelo ficou nervoso, e o tempo fechou. Ah... que saudade dos meus 22 anos! E que saudade das viagens de solteiro, da ingenuidade da nossa juventude e da amizada fraterna que unia toda a "galera" nos tempos da faculdade. Vai ser bom encontrar o Marcelo essa semana. Certamente ele terá um depoimento tocante para dar. E talvez seja também uma boa ocasião para que eu possa lhe pedir desculpas pela indelicadeza de não ter parado o carro aquela noite, a 12 anos atrás.
Escrito por Daniel às 11h56
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momento descontraído

Clique na imagem para escutar uma hilária canção anti-fumo, em espanhol (821kb). Se o seu acesso é discado, clique aqui (417kb).
Escrito por Daniel às 13h45
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imagem do dia !

Um agradecimento especial para a equipe do UOL Blog, pelos 7 dias de indicação na sua página. Foi muito legal!
Escrito por Daniel às 06h09
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os documentos secretos.... parte 2

Imagem escaneada de documento confidencial da indústria do tabaco. Os documentos secretos foram disponibilizados em diversas bases de dados online, como essa aqui e essa outra aqui (todas em Inglês).
Em 1998, como parte de um acordo que daria fim a uma série de processos judiciais nos Estados Unidos, a indústria do tabaco concordou em abrir ao público grande parte da sua documentação confidencial interna. A existência desses documentos fora revelada por uma denúncia anônima, 4 anos antes. Cerca de 40.000.000 de páginas de memorandos, atas, relatórios técnicos, científicos e comerciais vieram à tona. Apresento-lhes aqui alguns trechos estarrecedores desses documentos, extraídos do livro "Nicotina". de Rosemberg (2004):
'Mais do que o negócio de vender cigarros, a indústria tabaqueira tem por objetivo a venda atrativa da nicotina". Brown and Williamson, 1963.
"Temos que nos conscientizar que nossa companhia é antes uma indústria de droga que uma indústria de tabaco". Robin A. Crellin, chefe do grupo de pesquisas da British American Tobacco, 1980. A Souza Cruz é uma subsidiária da British American Tobacco.
"As pessoas fumam por motivos diferentes. Porém, a razão principal é a administração de nicotina ao seu organismo. A nicotina é um alcalóide derivado da planta do tabaco. (...) Outras substâncias semelhantes são cocaína, morfina e atropina". Phillip Morris, sem data.
"As subsidiárias do Canadá foram encorajadas a investigar o processamento de tabaco reconstituído com altos teores de nicotina. Os consumidores precisam ser mais estimulados a fumar". BAT, sem data.
Leia agora o que as indústrias têem declarado oficialmente sobre os mesmos temas:
"Nós não temos nenhuma pesquisa interna que prova que fumar causa dependência". Martin Broughton, chefe executivo da British American Tobacco, em audiência no Congresso Americano, 1996.
"Eu acredito que a nicotina não causa dependência". Declaração sob juramento, de Thomas E. Sandefour, chefe executivo da Browns and Williamson em audiência do congresso Norte-Americano, 1994. Na mesma audiência, 12 executivos das maiores companhias tabaqueiras afirmaram o mesmo.
"não há nada no ato de fumar que impeça as pessoas de pararem" . Declaração da Souza Cruz, 2004, disponível em seu site.
Aos fumantes, os comentários!
Escrito por Daniel às 05h20
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Nicotina

clique na imagem para baixar o livro "Nicotina, uma droga universal", em PDF (1,32mb).
A questão da nicotina está no centro de todo o entendimento do complexo problema do tabagismo. Para quem quiser informações detalhadas e técnicas sobre essa droga, uma ótima dica é o livro escrito pelo Dr. José Rosemberg, pneumologista e professor emérito da Faculdade de Medicina da PUC (SP), que pode ser baixado integralmente e gratuitamente na rede. Tão interessante quanto o livro é a entrevista que o autor concedeu ao site do Dráuzio Varela, onde aborda os assuntos do livro numa linguagem acessível e coloquial. Para baixar o livro, clique aqui. Para ler a entrevista, clique aqui.
Escrito por Daniel às 19h53
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as fotos nos maços... parte 2

Foto utilizada nos maços da
Comunidade Européia.
Tem algumas coisas que eu pensei, sobre toda essa
polêmica das imagens nos maços de cigarro:
a) essa é uma campanha agressiva, que apela para
imagens chocantes;
b) alguma eficácia ela deve ter. É razoável
pensar que um determinado número de pessoas tenha se sensibilizado com as
imagens e desistido de começar a fumar ou se encorajado a largar o vício;
c) por outro lado, ela gera desconforto
para os usuários de cigarro. Muitos fumantes se sentem agredidos,
violentados, enfim, se angustiam e sofrem com esse tipo de material
publicitário. Alguns ficam "revoltados" e se bloqueiam contra o conteúdo da
campanha;
d) em termos de psicologia comportamental,
pode-se entender o que se pretende: associar o cigarro aos seus efeitos
negativos; causar um pequeno desprazer no mínimo espaço de tempo que
antecede a primeira tragada;
e) há algo que é bastante engenhoso nisso tudo. No
Brasil, são vendidos uns 70 bilhões de maços por ano. São, portanto, 70 bilhões
de capinhas contendo as mensagens e imagens do Ministério da Saúde, que serão
vistas pelas pessoas que são o maior alvo de qualquer campanha
antitabagista: os próprios fumantes. Tudo isso sem custo adicional para o
governo;
f) a visibilidade alcançada é fenomenal. Os maços
estão por toda parte, eles são mini-outdoors do Ministério da Saúde. As
pessoas ficam comentando, refletindo, polemizando, enfim: a campanha cai na
"boca do povo";
g) por fim, eu acho que a campanha tem os seus
méritos e deve continuar. Mas preferia que não fossem utilizadas imagens
tão chocantes ou repulsivas. Acho que é possível fazer um trabalho de
qualidade, sem apelar para o sensacionalismo. Deve-se tomar cuidado para não se
transformar o fumante num "vilão". Ele, mais do que qualquer outro, é uma
vítima.
Para quem tem coragem, aqui tem um link para as
fotos que estão atualmente saindo nos maços brasileiros.
Escrito por Daniel às 09h37
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Mais uma imagem...
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dos maços que estarão circulando na comunidade européia.

Achei forte, sem ser apelativa. E você, o que acha da inserção de fotos em maços de cigarro? Deixe aqui o seu comentário! |
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Escrito por Daniel às 18h18
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CARA DE PAU PONTO COM
Fiz uma visitinha ao site da Souza Cruz e encontrei um material
que... bem, só lendo para acreditar. O site é todo montado para passar uma
imagem de empresa "boazinha", que investe em "ecologia", etc. Mas o mais
interessante é mesmo a seção de "perguntas frequentes". Nela, a empresa que
fabrica 77% dos cigarros vendidos no Brasil procura dar a sua versão
para questões espinhosas como o vício e os malefícios que o fumo faz à
saúde. Leiam com atenção e tirem as suas próprias conclusões...
FUMAR É UM VÍCIO?
"A associação do consumo de cigarros com dependência é baseado
no conceito popular que chama de vício qualquer prazer difícil de abandonar.
O certo é que não há nada no ato de fumar que impeça as
pessoas de pararem, desde que estejam determinadas e tenham motivação.
Estatísticas de autoridades de saúde pública mundiais demonstram que milhões de
fumantes já pararam de fumar sem qualquer ajuda profissional"
A FUMAÇA AMBIENTAL DO CIGARRO É
PREJUDICIAL À SAÚDE DOS NÃO FUMANTES? "Com base nos estudos estatísticos, a Organização Mundial
de Saúde concluiu que pessoas expostas à fumaça ambiental do cigarro -
equivocadamente chamadas de "fumantes passivos" - estariam mais propensas a
desenvolver diversos problemas de saúde. Baseados em nossa
avaliação das informações científicas disponíveis, acreditamos que muitas das
afirmações contra a fumaça ambiental de cigarros são exageradas
(...). A fumaça ambiental do cigarro pode ser incômoda e irritante para os
não-fumantes, mas esta questão pode ser resolvida por meio de sistemas de
ventilação adequados".
FUMAR FAZ MAL A SAÚDE? "Estudos estatísticos têm mostrado que, em
geral, o risco dos fumantes contraírem determinadas doenças é maior do que o
risco dos não fumantes. As autoridades de saúde pública têm divulgado que fumar
está associado a certas doenças, como câncer de pulmão, doenças cardiovasculares
e respiratórias (...). Apesar de muitos anos de pesquisa, a
ciência ainda (...) não pode determinar quais fumantes terão uma
doença relacionada ao cigarro e quais não a terão, nem qual foi o fator
determinante para o desenvolvimento destas doenças. (...) Assim sendo, o cigarro não pode ser considerado como a causa
(necessária ou suficiente) dessas doenças, mas tão-somente como um fator de
risco, como diversos outros existentes".
Em 2003, a Souza Cruz faturou
cerca de R$ 6,8 bilhões. Apesar de todas as políticas e campanhas
antitabagistas, o desempenho do último ano foi 6% superior ao de
2002. Nem um centavo de todo esse dinheiro foi empregado para a prevenção,
tratamento ou assistência às vítimas do tabagismo.

Escrito por Daniel às 11h08
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ASSISTA AQUI EM PRIMEIRA MÃO...
...ao clipe que o "Fumo, logo insisto!" produziu para o Festival do Minuto!

Clique na imagem para ver a versão preparada para banda larga. Se o seu acesso é discado, clique aqui.
Escrito por Daniel às 14h29
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Parece até algo tipo "teorias da conspiração"...
O link abaixo vai para um trabalho apresentado por
Clive Bates, diretor da Action on Smoke and Health
Britânica. Ele se baseou em documentos
internos da indústria do fumo para revelar as estarrecedoras intenções e
estratégias que têm sido adotadas por essas empresas no mundo.

Clique na imagem para baixar a apresentação em
Power Point (87kb). Se preferir ver em HTML clique aqui.
Livremente traduzidos por mim, os pontos
principais do trabalho são os seguintes:
a) a indústria do fumo tem plena consciência de
que o principal produto não é o cigarro, mas a nicotina. O cigarro é apenas um
veículo que carrega a dose de nicotina desejada pelos fumantes;
b) As crianças e os jovens são o alvo
preferencial das campanhas de marketing, pois são necessários para
realimentar o mercado de consumo do fumo
c) contrabando, formação de cartéis e corrupção de
autoridades foram práticas largamente empregadas pela indústria do fumo,
sobretudo no terceiro mundo. Há, inclusive, exemplos envolvendo a Souza
Cruz.
d) com base nessa documentação, fica claro
que a indústria do fumo mente sistematicamente para se eximir da
responsabilidade pelos danos causados pelos produtos que vende.
Escrito por Daniel às 07h41
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Mais um gráfico interessante
Andei descolando um material legal na rede, sobre esse nosso assunto aqui do blog. Arquivos em PDF, apresentações de Power Point, etc.

Se quiser baixar a apresentação completa, clique aqui (pdf, 780kb).
Fiquei impressionado com esses dados! Vou ver se consigo mais referências sobre isso, aguardem...
Escrito por Daniel às 12h39
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O cigarro e o fim do mundo
Animação em Flash, muito louca, feita por
uns russos. Se a sua conexão é discada, vai demorar um pouquinho...

Créditos ao blog do CAT
(descobri que o link as vezes
funciona e as vezes não. Veja nos comentários como fazer para utilizar o link alternativo).
Escrito por Daniel às 11h49
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LEIAM ESSA ENTREVISTA!!!

Paula Johns, coordenadora da Rede Tabaco
Zero (RTZ), gentilmente concedeu uma
entrevista para o nosso blog.
Daniel:
O Brasil tem uma das mais avançadas legislações de combate ao
fumo do mundo. O que ainda falta ser feito?
Paula:
Isso é verdade, a legislação no Brasil é muito
avançada. No entanto, a participação da sociedade civil é ainda incipiente nesse
tema.
Daniel:
Como a sociedade civil poderia participar mais ? Você poderia
citar alguns exemplos?
Paula :
Exemplo de participação da sociedade civil:
participação na cobrança pela implementação da legislação que temos. Segundo a
lei é proibido fumar em ambientes fechados...isso não é cumprido! Outro exemplo
foi a liberação da proibição do patrocínio de cigarros no GP de Fórmula 1,
onde fomos chantageados pelo presidente da FIA. O governo cedeu lançando uma
medida provisória e a sociedade civil organizada não estava articulada para
cobrar. No caso de políticas de gênero (para mulheres), ou questões ambientais,
a sociedade está sempre presente, cobrando e monitorando. No caso do fumo, quem
domina a cena é a indústria do tabaco. Existe uma Câmara Setorial do Fumo dentro
do Congresso Nacional , que é presidida pela Afubra - Associação de Fumicultores
do Brasil - uma associação de araque, criada pela própria indústria do tabaco...
com o objetivo de se contrapor a medidas regulatórias usando a voz e a
legitimidade do pequeno agricultor, que é quem mais se dá mal com essa tal
"Produção Integrada de Tabaco", pois viram reféns de um sistema que não permite
que surjam outras alternativas. Enfim, a indústria do tabaco domina os estados
da região Sul e consegue todo o tipo de isenção fiscal, financiamentos, créditos
etc...
Daniel:
Apesar de todas as campanhas que têm sido feitas, da legislação,
etc. O número de novos fumantes ainda é muito grande, no Brasil. Por que você
acha que isso acontece?
Paula:
Essa é uma questão complexa. Eu acho que
antigamente a gente começava a fumar porque isso era bacana. Hoje a rebeldia tem
um certo peso. Eu sou ex-fumante, e quando comecei a fumar não imaginei que
fosse tão difícil parar. As meninas estão começando a fumar mais do que os
meninos e uma coisa que influencia é a questão de manterem-se magras. Mas tem
também a questão do cigarro ser visto como parte de um ritual de passagem para a
vida adulta. Acho que isso é muito forte até hoje. Afinal, segundo as mensagens
que a indústria passa... fumar é uma opção adulta! Ou seja, nada melhor do que
acender um cigarrinho e garantir sua passagem para maioridade. Além disso é uma
droga extremamente barata e acessível. Compra-se cigarro em qualquer esquina. O
cigarro brasileiro é um dos mais baratos do mundo e a briga para não aumentar o
preço é grande, pois o preço baixo é um dos fatores que mais estimulam a
iniciação. Mais aí a indústria alega que se aumentar o preço aumenta o
contrabando, o que não é verdade! O contrabando está associado a instituições
corruptas e não ao preço. Existem países onde o cigarro é 10 vezes mais caro que
no Brasil e nem por isso tem contrabando. A própria indústria fomentou o
contrabando, há fortes indícios sobre isso nos documentos internos da indústria,
mas os casos são normalmente abafados.
Daniel:
Super obrigado pela entrevista! Você poderia deixar uma mensagem
para os internautas que visitam o “Fumo logo insisto”?
Paula:
Acho legal deixar claro que a briga não é entre
fumantes e não fumantes. Temos que ser aliados nessa batalha e exigir um
comportamento mais transparente da indústria.
Escrito por Daniel às 17h13
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a poupança do cigarro
Gostaria de recomendar o site do programa "Fique sem Fumar" da UNESP. Tem muito material, sob a forma de apostilas. Os textos
são abrangentes, bem escritos e com conteúdo diretamente voltado para as pessoas
que estejam querendo ou tentando parar de fumar. Claro, vasculhando o material,
eu não poderia deixar de postar para vocês o gráfico engraçadinho que eu
achei...

E eu fiquei olhando para o porquinho,
olhando... até que eu entendi: é um cofrinho!!!
Escrito por Daniel às 09h33
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